Uma mão cheia de nada…

29 07 2008

Hoje – por várias razões, ou por nenhuma razão – decidi reflectir sobre esta frase que é, de alguma forma, bastante conhecida: “uma mão cheia de nada”. Ela significa, muitas vezes, a sensação com que ficamos, em determinados momentos das nossas vidas. Seres insignificantes perante a grandiosidade do universo. Seres quase sem valor por si só. Por outras palavras, valemos apenas aquilo que valemos para os outros. É esse o significado e o nosso valor. É o amor que sentimos e manifestamos, é a felicidade que gozamos e partilhamos com os outros. É esse o nosso real valor. O resto, claro está, é “uma mão cheia de nada”. Por vezes, precisamos de um “abanão” para despertar para isso. Algo  que nos faça reflectir sobre a vida e o rumo que lhe damos. Uma avaliação à nossa forma de ser, uma avaliação à nossa vida. Saber o valor que lhe damos. Eu amo demasiado a vida. Não é novidade – eu sei que não. Mas há momentos em que nos agarramos ainda mais a ela. Com unhas e dentes. Com esperança. Com um brilho nos olhos. Com um sorriso de um lado a outro, de orelha a orelha. Esta semana, e como dizia no início – por várias razões, ou por nenhuma razão – apeteceu-me reflectir sobre “uma mão cheia de nada”. Apenas para dizer que há, de facto, coisas de grande valor que os olhos não vêem, que as mãos não carregam. O amor, a amizade, a felicidade, são alguns dos exemplos dessas preciosidades que apenas o coração consegue ver, ouvir e sentir. É isso o que levamos, de facto, deste mundo. O resto, bom… o resto… é “uma mão cheia de nada”.


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