Sonhos e concessões…

15 12 2008

Ao navegar, hoje, pela internet, pesquisando algumas frases de Richard Bach, encontrei esta que destaco e partilho aqui, neste espaço..

«A única coisa que destrói os sonhos é resignar-se às concessões».





Tempo de amor… ou nem por isso…

8 12 2008

Não há princesas nem príncipes encantados. Tal como não existe Pai Natal. Tal como não existe “Amor à Primeira Vista”. Não, definitivamente, não vivemos numa época propícia ao amor. A compreensão e a entrega, deram lugar ao egoísmo e à ambição. Ninguém quer saber de amor. Ele não paga a prestação da casa, ou a prestação do carro. Ele não paga as compras do supermercado. Decididamente, este não é o tempo do amor. É mais o tempo do dólar ou do euro, da libra ou do iene. Se calhar sempre foi assim, ou talvez não. Mas também não importa. O que conta é o que sentimos. E eu sinto isso sempre que olho em volta. Em vez do calor, observo o frio da indiferença. Em vez de belas flores, crescem trepadeiras e ervas daninhas. Não, tenho a certeza que não, este não é o tempo do amor. Mas, ainda assim, eu amo.

Ficcino





Cardo…. uma planta simples de uma beleza invulgar…

13 11 2008

Esta é uma flor que encontrei, há já algum tempo, num passeio a pé à Casa do Sardinha, no Caniçal, extremo Este da Madeira. Não é nada de mais. É uma flor de cardo. Todos os dias, turistas e outros caminhantes passam por elas. Para alguns, como eu, ela ainda desperta a curiosidade e embala-nos numa contemplação sem tempo e, por isso, sem pressa. Uma beleza para admirar devagar, enquanto o vento, ambudante naquelas paragens, assoabia-nos, docemente, ao ouvido. Sempre que vejo esta imagem, viajo até ao sítio onde a encontrei, solitária, brindando-nos com a sua beleza, apesar da aridez em seu redor.

cardo





Como é que nos podemos cansar de viver…?

3 08 2008

Li um post num blog onde o autor (no caso até era autora) dizia: “estou cansada de viver”. Para além do desespero que suponho possa estar na origem de um pensamento como estes, fiquei a pensar se algum dia poderíamos ficar, de facto, cansados de viver. Acho que podemos até ficar cansados da forma como vivemos. Mas, viver não cansa. Talvez custe saber viver… O mais fácil é deixar cair os braços, de cansaço, de desespero. Mas a vida… é um bem precioso. Demasiado precioso para deixá-la escapar no tempo. Por isso… custa-me a aceitar… a expressão “cansado de viver”… Nós queremos, sempre, viver melhor. É nessa direcção que corremos. Nem sempre o mundo, o contexto em que vivemos, é colorido como queremos. Mas, temos sempre a possibilidade de melhorar aqui e ali, fazendo e contribuindo para um mundo com mais felicidade, amor, paz e tranquilidade. É assim que devemos encarar a vida. Sem cansaços. Sem canseiras. E, sempre que possível, com um sorriso.





A beleza do mundo…

1 08 2008

 

Indiferente a qualquer acção do homem, a natureza presenteia-nos com alguns instantes memoráveis. Não contribui com nada para este cenário. Não acrescentei nada a este pôr do sol. Limitei-me a capturá-lo com a objectiva da minha máquina. Este é um momento, no Paul do Mar, que guardarei para sempre. Sobretudo pelo que de bom ele representa. O tempo passa e o universo não pára de nos surpreender. Acho que devíamos despender mais tempo a apreciar cada um desses momentos e a guardá-los para sempre, como um sonho eterno, prolongando-os no tempo.





Uma mão cheia de nada…

29 07 2008

Hoje – por várias razões, ou por nenhuma razão – decidi reflectir sobre esta frase que é, de alguma forma, bastante conhecida: “uma mão cheia de nada”. Ela significa, muitas vezes, a sensação com que ficamos, em determinados momentos das nossas vidas. Seres insignificantes perante a grandiosidade do universo. Seres quase sem valor por si só. Por outras palavras, valemos apenas aquilo que valemos para os outros. É esse o significado e o nosso valor. É o amor que sentimos e manifestamos, é a felicidade que gozamos e partilhamos com os outros. É esse o nosso real valor. O resto, claro está, é “uma mão cheia de nada”. Por vezes, precisamos de um “abanão” para despertar para isso. Algo  que nos faça reflectir sobre a vida e o rumo que lhe damos. Uma avaliação à nossa forma de ser, uma avaliação à nossa vida. Saber o valor que lhe damos. Eu amo demasiado a vida. Não é novidade – eu sei que não. Mas há momentos em que nos agarramos ainda mais a ela. Com unhas e dentes. Com esperança. Com um brilho nos olhos. Com um sorriso de um lado a outro, de orelha a orelha. Esta semana, e como dizia no início – por várias razões, ou por nenhuma razão – apeteceu-me reflectir sobre “uma mão cheia de nada”. Apenas para dizer que há, de facto, coisas de grande valor que os olhos não vêem, que as mãos não carregam. O amor, a amizade, a felicidade, são alguns dos exemplos dessas preciosidades que apenas o coração consegue ver, ouvir e sentir. É isso o que levamos, de facto, deste mundo. O resto, bom… o resto… é “uma mão cheia de nada”.





Olhares que revelam a alma…

26 06 2008

Confesso que se há coisas que costumo apreciar são os olhos. Um pensador, contemporâneo, para mostrar a importância e o valor que eles têm, dizia mesmo que “os olhos são a janela da alma”. Acho que é um pouco isso que eu sinto. Quantas vezes, mesmo sem dizer uma única palavra, alguém nos diz muito… apenas com os olhos. A interpretação é livre. É verdade. Mas nunca seremos capazes de enganar a nossa própria alma. Mesmo que com sorrisos procuremos esconder a mais profunda, a mais íntima tristeza. A ternura, o amor, é algo que eu também procuro nos olhos daqueles que me rodeiam. Uma espécie de energia positiva. Talvez também por isso, não receio em olhar as pessoas de frente, olhos nos olhos, porque a minha alma nada esconde por detrás dos meus.

 

Ficcino